POLICIAL
Polícia descobre infiltrada em delegacia e desmonta plano do Comando Vermelho no PR
Investigação começou após ataque a banco e terminou com dezenas de prisões em vários estados do país
Paraná
Operação |
26/05/2026 13h55
Esquema criminoso ligado ao Comando Vermelho que, segundo a polícia, tentava se instalar de forma estruturada no Paraná e em Santa Catarina foi descoberto. O grupo contava até mesmo com uma mulher infiltrada na Delegacia de Paranaguá, responsável por repassar informações sigilosas aos integrantes da facção.
As informações foram detalhadas pelo delegado Rodrigo Brown durante entrevista concedida nesta terça-feira (26), após a deflagração de uma grande operação contra a organização criminosa.
Segundo o delegado, a investigação começou em julho do ano passado, após um violento ataque a banco em Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Na ocasião, criminosos utilizaram armamento pesado para explodir a agência bancária.
Logo após o crime, dez suspeitos foram presos. A partir daí, as investigações apontaram que o mentor do assalto tinha a missão de expandir o Comando Vermelho para a região Sul do país.
O suspeito estava preso durante o ataque, mas participou da ação criminosa durante uma saída temporária. Depois, retornou ao presídio e, ao descobrir que havia sido identificado pela polícia, fugiu da cadeia de Itajaí, em Santa Catarina.
Ele acabou sendo localizado e preso no município de Luiz Alves, no Norte catarinense, no fim do ano passado.
Infiltrada em delegacia
Durante as investigações, a polícia descobriu também que uma servente de limpeza que trabalhava na Delegacia de Paranaguá estaria infiltrada pela facção.
Segundo o delegado, ela aproveitava momentos de distração dos policiais para acessar documentos sigilosos e repassar informações sobre operações policiais aos integrantes do grupo criminoso.
A polícia também descobriu que o grupo atuava na venda de armas, tráfico de drogas e controle de pontos de comercialização de entorpecentes em cidades como Pontal do Paraná e Paranaguá.
Prisões
Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou 40 mandados de prisão e 34 mandados de busca e apreensão.
As ações ocorreram no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Pará.
Segundo o delegado, 33 pessoas foram presas até o momento.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados. A polícia também confirmou a prisão de dois advogados suspeitos de atuarem diretamente em favor da organização criminosa, ultrapassando os limites da atividade profissional.
Com informações de Catve.com










