POLICIAL
Acusado de perseguir promotora de Cascavel é preso no RJ
Vinícius Guedes Sin foi preso pelos crimes de stalking, violação de segredo de Justiça e denunciação caluniosa
Paraná
crimes |
19/01/2026 17h44
Vinícius Guedes Sin, de 40 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (19), no Rio de Janeiro, por perseguir e promover ataques reiterados contra integrantes do sistema de Justiça do Paraná. Entre as vítimas estão a promotora de Justiça Simone Lúcia Lórens, uma juíza e a advogada Rafaela Polidoro, que atuam em um processo que tramita em segredo de Justiça em Cascavel.
A prisão ocorreu no bairro Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste da capital fluminense, e foi realizada por policiais civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme).
De acordo com as investigações, Vinícius criou um site na internet utilizado como instrumento de ataques pessoais e institucionais contra as três mulheres. No espaço, ele deslegitimava decisões judiciais, incitava hostilidade pública contra as vítimas e associava a atuação das profissionais a ideologias extremistas, utilizando expressões ligadas ao nazismo.
Ainda conforme a apuração policial, o homem divulgava informações protegidas por segredo de Justiça, disseminava conteúdos ofensivos e fazia uso abusivo de reclamações e representações institucionais com o objetivo de intimidar e constranger as vítimas. As ações teriam comprometido a integridade psicológica das mulheres e levantado preocupação quanto à segurança física delas.
Entre os alvos dos ataques está a promotora de Justiça Simone Lúcia Lórens, responsável pelo acompanhamento do processo. Ela relatou que vinha sofrendo perseguição sistemática, ataques reiterados, violência psicológica e violência de gênero, com publicações frequentes e tentativas de intimidação.
Durante a prisão, os policiais também cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Vinícius Guedes Sin. Dispositivos eletrônicos foram apreendidos e encaminhados para perícia.
Contra ele, foi cumprido mandado de prisão pelos crimes de perseguição (stalking), violação de segredo de Justiça e denunciação caluniosa. O caso segue em investigação.
Com informações de Catve.com












