Se a Câmara Federal fosse uma escola, um a cada dez alunos-parlamentares poderiam ser reprovados por falta. Levantamento divulgado ontem pela organização Transparência Brasil mostra que 55 parlamentares faltaram mais de 25% das sessões deliberativas em plenário realizadas entre fevereiro de 2007 e maio de 2010. Entre eles estão três paranaenses - Odilio Balbinotti (PMDB), Affonso Camargo (PSDB) e Dr. Rosinha (PT).
O campeão nacional da ausência é Zé Vieira (PR-MA), que perdeu 63% das 240 sessões em que deveria estar presente. Completam o pódio dos mais faltosos Nice Lobão (DEM-BA), com 62%, e Jader Barbalho (PMDB-PA), com 57%. Nice é esposa do senador e ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e Barbalho esteve envolvido em denúncias de corrupção e renunciou ao mandato de senador em 2001 para escapar da cassação.
Na lista dos que mais perderam sessões estão Paulo Maluf (PP-SP), com 32% de faltas, e o ex-ministro da Integração Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), com 28%. Os números levam em consideração faltas justificadas e não justificadas e são baseados em informações prestadas pela própria Câmara. Ao contrário de uma escola, porém, os deputados podem justificar faltas de diversas maneiras - como para tratar de interesses pessoais - por até 120 dias por ano.
Ao todo, apenas cinco dos 513 deputados tiveram mais de 100 faltas não justificadas. Entre eles está o paranaense Balbinotti, com 106. Ele faltou apenas 55 vezes apresentando motivo.
















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