Encontro de líderes empresariais com o delegado da Receita Federal em Cascavel foi no Espaço Empresarial Geny Lago.
Encontrar meios eficientes que possam inibir a prática do descaminho foi o centro de uma reunião, na noite de terça-feira (9), no Espaço Empresarial Geny Lago, entre empresários de cidades da região e o delegado da Receita Federal em Cascavel, Edair Ribeiro da Silva. O consenso é de que essa prática reduz a competitividade das empresas brasileiras formais e gera prejuízos, como desemprego, desaquecimento econômico e a diminuição da circulação de recursos.
O presidente da Caciopar (Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná), Guido Bresolin Júnior, informa que, além de reivindicar medidas ainda mais rigorosas por parte das autoridades, a proposta é de as associações comerciais do Oeste oferecer ajuda em tudo o que venha a contribuir para diminuir os efeitos do descaminho. A partir de agora, conforme Guido, o tema passa a ter atenção especial da Caciopar, que projeta até a realização de um fórum para encontrar soluções às solicitações dos empresários.
Diante dos depoimentos de prejuízos apresentados por presidentes de associações comerciais, saiu a sugestão de os parceiros estudar a viabilidade, jurídica e política, da elaboração de uma lei específica de fronteira. A atribuição dela seria, em princípio, legislar sobre a cobrança de tributos que pudesse tornam a competição dos produtores mais leal em relação aos preços praticados pelos importados. A Caciopar se propôs também a apoiar práticas como o disk-denúncia, que permite a recepção de informações sobre contrabando e descaminho de forma sigilosa pela Receita Federal.
Experiência
A presidente da Acimacar, de Marechal Cândido Rondon, Ana Carolina Seyboth Kurtz, foi convidada para o evento, em função do trabalho que a associação já vem desenvolvendo neste mesmo sentido. Ana Carolina apresentou a experiência da Acimacar a partir da realização das duas edições do debate dos interesses do comércio rondonense, que tratou sobre a evasão de divisas.
A experiência de Marechal Cândido Rondon foi recebida como base para que a Caciopar possa transferir ação semelhante envolvendo todos os municípios do Oeste do Paraná, especialmente aqueles localizados mais próximos da região de fronteira com o Paraguai.
Além de Ana Carolina, de Marechal Rondon também participaram da reunião os empresários Sérgio Marcucci e Jadir Zimmermann, bem como a secretária executiva da Acimacar, Ida Lorena Roehrs.
Integração
O delegado da Receita Federal em Cascavel ressaltou a importância do encontro promovido pela Caciopar, porque amplia a integração do governo e iniciativa privada na busca de medidas a problemas que afetam a ambos. Edair informou que as autoridades têm trabalhado para inibir essas práticas e citou como exemplo o fim dos comboios de sacoleiros. A perda dos bens dos envolvidos surte um efeito multiplicador intenso, segundo ele, e tem contribuído para reduzir principalmente o descaminho. Edair reconhece que parcerias como a proposta pela Caciopar e associações comerciais são bem-vindas.















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