sexta, 24 de maio de 2013
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Guaíra

Alma jesuíta 15/03/2013 14h30

Fonte G1 Paraná

Vitrais de igreja em Guaíra retratam a história dos jesuítas

Igreja de 1934 foi erguida com pedras das Sete Quedas, imersas em 1982. Telhado foi trazido de templo jesuíta argentino e salvou turismo da cidade.

Primeira missa na igreja de pedra com alma jesuíta no PR foi rezada em 1934.

Primeira missa na igreja de pedra com alma jesuíta no PR foi rezada em 1934. - Foto: Cassiane Seghatti/G1

A pequena igreja de pedra Nuestro Señor del Perdón, em Guaíra, no oeste do Paraná, reúne traços da arquitetura e da cultura dos jesuítas, ordem religiosa à qual pertence Jorge Mario Bergoglio, o argentino que na quarta-feira (13) foi eleito novo Papa, com nome de Francisco. Embora não tenha sido construída pelos religiosos dessa congregação, o templo conta com telhado trazido de uma capela de jesuítas na Argentina e com vitrais que retratam a história dos primeiros padres do grupo.

A Companhia de Jesus, como é conhecida a ordem dos jesuítas, foi fundada em 1540 pelo espanhol Inácio de Loyola – e por outros companheiros – em Paris. O grupo é marcado pelo trabalho missionário e de educação, tendo sido responsável pela evangelização católica nas colônias da América e da Ásia e pela construção de inúmeros colégios e universidades pelo mundo. Atualmente, conta com cerca de 19 mil membros espalhados por 91 províncias.

A igreja em Guaíra, conhecida como capela espanhola em homenagem aos missionários que habitavam a região, começou a ser erguida em 1933 e foi inaugurada no ano seguinte, com uma missa. Atualmente, a maior parte das celebrações é realizada pelos padres Neimar Aloízio Troes e José Carlos Rodrigues, que não são jesuítas. A outra igreja católica – Nossa Senhora dos Navegantes – fica distante cerca de um quilômetro do local.

O templo com detalhes jesuítas nasceu de uma tragédia familiar. A mulher do dono de uma empresa multinacional de erva mate, que morreu em um acidente de avião, fez a promessa de construir uma capela para a cidade de Guaíra se o corpo do marido fosse encontrado. Na época, as equipes demoraram para encontrar a vítima.

O terreno foi doado pela própria empresa da família. As pedras foram trazidas da região das Sete Quedas, grupo de cachoeiras que foi submerso em 1982 com a criação do lago para a Usina de Itaipu. O trabalho para quebrar as pedras foi realizado por boias-frias, sempre aos domingos, único dia de folga dos operários.

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